Fraqueza, Perda da força, falta de solidez, debilidade, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (2008-2023).
Ainda hoje, uma parte de nós encara o pedir ajuda como um sinal de fraqueza. E, quando digo uma parte de nós refiro-me a uma porção da humanidade, por um lado, e a uma parte íntima de nós, por outro. Apesar de fazer terapia e procurar ajuda desde os meus 18 anos, volta e meia, lá surge uma parte de mim que diz: “ah, se calhar consegues resolver isto sozinho!”
Num paralelismo anedótico, seria como partir o braço e exclamar, “não preciso de ajuda de ninguém! Na minha família sempre resolvemos os braços partidos sozinhos!”
A equação é simples, o cérebro é efetivamente um órgão do corpo humano e, como tal, por várias razões, sofre desequilíbrios neuro químicos que precisam de ser tratados… como qualquer outra parte do organismo.
A grande questão é que associamos o cérebro à nossa própria personalidade, mas todos nós somos muito mais do que aquela esponja de matéria cinzenta. Somos experiências, história, vivências, memória, crença, construção social…
Não é o cérebro que nos define, é a vida.
Em última análise, pedir ajuda a um psicólogo ou psiquiatra é um sinal exatamente do contrário! Existe lá maior coragem do que querer saber o que se passa connosco? Existe maior sinal de crescimento enquanto humano do que dizer: “eu quero ser melhor! Eu quero deixar de ter medo! Eu quero encontrar respostas!” Cada um levará o seu tempo a procurar ajuda, mas que entenda que sinal de fraqueza, nunca será.





