No dia 4 de maio, a escola industrial dst-EPATV recebeu José Luís Carneiro, secretário-geral do Partido Socialista, no âmbito da Rota pelo Ensino e Formação Profissional. A iniciativa integrou um conjunto de visitas a Norte, Centro e Sul do país com o objetivo de recolher contributos para uma proposta política dedicada ao ensino profissional e, sobretudo, contribuir para quebrar o estigma ainda associado a esta via formativa.
O encontro teve início com uma visita às instalações da escola industrial dst-EPATV, durante a qual o secretário-geral contactou diretamente com os alunos finalistas e os respetivos projetos para as Provas de Aptidão Profissional. Ao longo do percurso, conversou com os estudantes para compreender o funcionamento dos projetos e conhecer de perto a realidade da formação técnica e prática desenvolvida na instituição.
Após a visita, realizou-se um coffee-break que antecedeu uma conversa informal entre João Luís Nogueira, diretor-geral da EPATV, José Luís Carneiro, secretário geral do PS, José Teixeira, CEO da dst, e Filipe José Palhares Chaves, diretor do IPCA.
Na sua intervenção, João Luís Nogueira agradeceu aos professores, sublinhando que “a educação é uma maratona e nós precisamos de vários ciclos para os nossos alunos: precisamos que eles sejam atrevidos”. Referiu também as dificuldades enfrentadas pelo ensino profissional, defendendo a necessidade de criar mecanismos de apoio para os jovens que abandonam a escola.
Por sua vez, José Teixeira deixou “um desafio para este sistema de formação”, afirmando que “sem formação não temos competitividade absolutamente nenhuma”. Defendeu ainda o incentivo às empresas para formarem os seus trabalhadores, acrescentando que, caso existam incentivos, estes devem ser dirigidos aos alunos e não às empresas.
Filipe José Palhares Chaves agradeceu a presença do secretário-geral por trazer o tema para a atualidade mediática, salientando que é “extremamente essencial valorizar o ensino profissional”.
Para finalizar, José Luís Carneiro colocou questões aos jornalistas e aos alunos sobre o que poderia ser feito para reforçar este setor, reiterando que o grande objetivo da visita era contribuir para quebrar o estigma associado ao ensino profissional e mostrar ao país que esta via constitui uma mais-valia. Defendeu ainda que, quando a tecnologia estrangeira for substituída por tecnologia nacional, as empresas terão maior margem de manobra para aumentar salários, sendo para isso necessária a mão de obra técnica e profissional. Sublinhou também a importância de estimular o espírito crítico no ensino, defendendo que os alunos devem questionar e testar continuamente o conhecimento.
