Os alunos do 3º ano do curso de Técnico de Eletrónica, Automação e Computadores da EPATV apresentaram, a 18 de julho, as suas Provas de Aptidão Profissional. Neste ano, foram apresentados projetos inovadores capazes de serem bem-sucedidos no mercado.
A apresentação e defesa das provas decorreu na oficina de eletrotecnia e contou com um júri composto pela diretora pedagógica, Sandra Monteiro, o professor José Dantas, diretor de curso, a professora Carla Veloso, diretora de turma, e os professores orientadores Aurélio Machado, Carlos Marinho, José Santos e Márcio Costa.
Foram convidados, como jurados externos, Carlos Jerónimo, engenheiro e sócio-gerente da empresa A Fundição de Sinos de Braga – Serafim Da Silva Jerónimo & Filhos, Lda., Marcelo Costa, antigo aluno da EPATV e representante da empresa Smart Board, Paulo Amorim, representante do SITE-Norte (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte) e o professor Luís Iglésias.
O primeiro projeto a ser apresentado foi “Cacifo Automatizado”, dos alunos Eduardo Costa, João Gonçalves e Vítor Lima. Este trabalho consistiu na implementação de um sistema de automatização para abertura de cacifos, com recurso a cartões RFID e a tecnologia Arduíno.
De seguida, foi apresentado o projeto “Bengala Sensorizada”, uma bengala de auxílio a pessoas com deficiência visual, elaborado por Gonçalo Ribeiro, Guilherme Marques, Ricardo Carvalho e Henrique Azevedo. Trata-se de um equipamento, dotado de sensores controlados por tecnologia baseada em Arduíno, que emite avisos sensoriais (vibração) e sonoros, ao detetar obstáculos. É um equipamento que melhora a qualidade de vida e promove a inclusão de pessoas com este tipo de incapacidade, permitindo-lhes uma maior independência e segurança.
O terceiro projeto, intitulado “Fontes de Alimentação Didáticas”, foi desenvolvido e exposto pelos alunos José Malheiro, Nuno Camões, Rafael Costa e Rodrigo Ferreira. Este trabalho consistiu no reaproveitamento de fontes de alimentação ATX, obsoletas, de computadores pessoais, em fontes de alimentação didáticas – equipamentos, a serem utilizados por alunos e professores, que serão muitos úteis, quer nas aulas de ciências experimentais, quer nas aulas práticas dos cursos profissionais das áreas de automação, eletrónica, eletricidade e mecatrónica.
O último projeto a ser apresentado foi o “Lampadário”, por Beatriz Brito, Gabriel Lima, Gonçalo Santos e Rúben Sousa. Este projeto surge na sequência do desafio proposto por Carlos Jerónimo, da empresa A Fundição de Sinos De Braga – Serafim Da Silva Jerónimo & Filhos, para o desenvolvimento do protótipo de um Lampadário Eletrónico, que visasse a integração da tradição com inovação. É um equipamento dotado de 57 velas (LED), de instalação móvel e versátil, desenvolvido com base em tecnologia Arduíno, de eletrónica programável – tempos de duração de acendimento das velas e preço de acendimento de cada vela.
No final da apresentação e da defesa das provas de aptidão profissional, José Dantas falou a todos os presentes e agradeceu aos alunos pelo “empenho” e por “serem dedicados aos projetos”. Deixou também um forte agradecimento a todos os professores orientadores, porque “sem eles muito do que esteve aqui feito não era possível”.
Já o representante da fundição Jerónimo & Filhos teceu elogios à Escola Profissional Amar Terra Verde pela forma como prepara os alunos. Incitou os alunos a procurar estágios de forma a estarem mais próximos da realidade das empresas e a “não terem medo dos desafios”.
Sandra Monteiro deu os parabéns aos alunos finalistas, sublinhando que a escola continuará disponível para eles no acompanhamento após o curso, nomeadamente através do Observatório da Empregabilidade. “Aqui terão sempre os vossos professores e a vossa escola para ajudar naquilo que for possível”, garantiu.