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Criatividade multidisciplinar encheu auditório da EPATV

Criatividade multidisciplinar encheu auditório da EPATV

Criatividade multidisciplinar encheu auditório da EPATV

Criatividade multidisciplinar encheu auditório da EPATV

A inspiração e criação artística encheram o auditório da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV) com música, fotografia, cinema, teatro e jogos digitais durante o dia 21 de março, primeira etapa das III Jornadas da Criatividade, dinamizado pelo grupo de informática, comunicação e imagem da escola, que terminam amanhã, sexta-feira.

 O primeiro dia abriu com a participação do fotógrafo Orlando Fernandes (Imagens de Sonho), que acompanhou a sua palestra com vários vídeos, incluindo um de André Gomes, ex-aluno da EPATV, que arrebatou um Prémio Europeu de vídeo.

Nascido em Vila Verde mas residente em Braga, Orlando Fernandes recordou os primeiros flashes quando os pais deram uma máquina fotográfica ao seu irmão mais velho mas ele “não lhe ligou nenhuma. Até que, aos 12 anos, peguei na máquina e a primeira foto foi à minha mãe a lavar roupa num tanque”.

Especializado em vídeos de casamentos, o processo de criatividade de Orlando Fernandes começa numa conversa com os noivos para conhecer a história deles e o mesmo acontece com os retratos em que procura conhecer primeiro o fotografado. Fanático da banda desenhada — especialmente Marvel — é também no cinema dos anos quarenta e cinquenta que busca a sua inspiração mas “quantas e quantas vezes me inspiro na família, na rua e no andar das pessoas”.

Seguiu-se um diálogo interessante com os alunos até à entrada em palco do músico angolano, residente em Portugal, Aladino Euclides, da banda Kiltër, que fez questão de assinalar a sua dimensão de autodidata.

Ao longo de vários exercícios interativos com os alunos, rítmicos e vocais, Aladino destacou que o “ritmo é uma das bases da música”.

A música “é uma forma de esconder o que eu não quero dizer às pessoas de forma direta”, é também “uma terapia” e “faz sentir-me de volta a casa, a estar perto da minha família”.

Após um intervalo, intervieram Júlio Cardoso (Seiva Trupe) sobre cinema e teatro e Miguel Guimarães (baterista dos Mão Morta) falou sobre música, realizando exercícios sobre o ritmo com o auditório dividido em quatro partes.

Júlio Cardoso justificou a necessidade do teatro com o avanço da tecnologia que nos isola dos outros: “quanto mais avança a tecnologia, mais avança a necessidade de termos comunicação humana. O teatro é comunicação” — concluiu após uma conversa moderada por Arnaldo Varela de Sousa.

Após o almoço, servido e confecionado pelos alunos de restauração, os alunos da EPATV conheceram os principais momentos da construção e elaboração de jogos digitais, através de Duarte Filipe Duque, diretor do curso de Engenharia de Desenvolvimento de Jogos Digitais do IPCA (Instituto Politécnico de Cávado e Ave).

O processo de jogos em 3D inicia-se com a criação de um esqueleto, prossegue com a associação da pele (Skin) e conclui-se com a criação dos movimentos do esqueleto. A pele é construída através de triângulos e o apoio do programa Motion Capture (MoCap).

 

 

EPATV: girândola de rostos e carícias encerra III Jornadas de Criatividade

Rafaela Cunha e Mónica Pereira, alunas do Curso Técnico Profissional de Multimédia, proporcionaram uma girândola de rostos e carícias de mãos através do vídeo com que se sagraram-se vencedoras do Concurso “Um Poema de amor” promovido pela Escola Profissional Amar Terra Verde e que encerrou as III Jornadas da Criatividade.

Após dois dias de troca de experiências com músicos, artistas de teatro e cinema, ilustradores, fotógrafos e especialistas em Impressão 3D, as III Jornadas da Criatividade encerraram com um pequeno concerto pelos bracarenses Maybe the King, um grupo de pop-rock.

As jornadas da Criatividade terminaram hoje, dia 22 de março, e são uma iniciativa do Grupo disciplinar de Informática, Comunicação e Imagem cujo objetivo principal é dotar os alunos de ferramentas e experiências profissionais em diversas áreas, de forma a estimular as suas capacidades de criação artística.

Sandra Monteiro, Diretora Pedagógica da EPATV e também membro do júri do concurso de vídeo, revelou que a “escolha dos cinco melhores não foi fácil dada a qualidade dos 51 trabalhos apresentados” ao prémio de cem euros em compras na FNAC.

“Os vossos trabalhos revelaram uma criatividade extraordinária, revelaram muito trabalho e bom gosto na pesquisa e escolha dos poemas que acompanharam os vídeos” – prosseguiu Sandra Monteiro, antes da entrega dos prémios aos cinco melhores concorrentes a quem foi entregue um exemplar da monografia dos 25 anos da EPATV.

Depois de agradecer a colaboração da Turma de Cozinha, Sandra Monteiro entregou o prémio a Rafaela Cunha e Mónica Pereira, autoras do trabalho vencedor.

Márcio Rodrigues obteve o segundo lugar e Alexandra Fernandes ocupou o lugar mais baixo do pódio. Ana Malheiro e Ana Ralha com Inês Barros arrebataram o quarto e quinto lugar, respetivamente, num concurso que entre atores e autores envolveu mais de uma centena de estudantes da EPATV.

A tarde abriu com uma palestra de Nuno Oliveira, da empresa Xpim 3D printing, para falar sobre impressão em três dimensões.

No fim da manhã, falou ao público, Eduardo Fernandes, do estúdio de tatuagens, piercings e remoção de tatuagens, ExInk. O tatuador abordou várias vertentes do seu trabalho, desde a vertente artística, à higiene e segurança e à remoção das tatuagens. “É importante que percebam que isto é para sempre, ponderem bem o que fazem, quando fazem e quem escolhem para o fazer – os riscos e problemas podem ser muitos” – alertou Eduardo.

O segundo dia das Jornadas abriu com uma intervenção de Bruno Ferreira (Ezik) conhecido como artista visual, especialmente em ilustração e street art, que aos 10 anos venceu o Concurso de Postais de Natal dos Transportes Urbanos de Braga e nunca mais desistiu da sua arte.

Bruno Ferreira desafiou os estudantes da EPATV a procurar a “inspiração porque ela não aparece do nada” sem desistir mesmo quando se fracassa ou quando as pessoas dizem que o nosso trabalho é ridículo.

No seu entender a “imaginação é mais importante que o conhecimento”, mas quanto mais informação tivermos mais possibilidades temos de ser melhores.

“Há que riscar e arriscar”, sem esquecer de “gerir o tempo e descobrir os melhores horários em que há mais predisposição para a criatividade”. “Só assim podemos pensar o absurdo para atingir o impossível” – concluiu Bruno Ferreira Ezik, para quem “tudo é possível com esforço e dedicação”.

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