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NSB – No One is left Behind!

NSB – No One is left Behind!

Projeto ERASMUS+ mencionado como “Exemplo de boas práticas”

LOGO NSB_final

Projeto

Ref. Projeto 

Período

Programa

Ação-chave

Tipo Ação


Parceiros


Coordenador


Estado

No one is left behind!

2021-1-PT01-KA220-VET-000034845

2022-01-01 a 2024-08-31

Erasmus +

KA2 – Cooperação entre organizações e instituições

Parcerias de cooperação na educação e formação profissional

6 parceiros distribuídos por 6 países – Bélgica, Chipre, Itália, Portugal, Eslovénia, Türkiye

Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV) – Portugal

Concluído

DESCRIÇÃO GERAL DO PROJETO

O “No One Stays Behind!” (NSB) foi desenvolvido em resposta aos desafios enfrentados pelo Ensino e Formação Profissional (EFP), nomeadamente a questão do abandono escolar precoce, que se agravou durante a pandemia de COVID-19. Centrou-se no apoio aos alunos, em especial aos oriundos de meios socioeconómicos desfavorecidos e os NEET, que enfrentam frequentemente Desafios adicionais relacionados com a baixa motivação e o desinteresse Académico, aspetos estes que têm um enorme impacto no seu sucesso escolar. Assim sendo, o NSB tem como tema central a inclusão e a recuperação de aprendizagens, com base na aplicação da metodologia STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) e na utilização de ferramentas digitais. Compreende a importância de criar ambientes educacionais inovadores e inclusivos, que valorizem as competências e potenciais de todos os alunos, promovendo a equidade de oportunidades, «não deixando ninguém para trás». Com base nessa premissa, esta parceria visou promover a cooperação e a troca de conhecimentos entre instituições de diferentes países, na busca pela melhoria da qualidade da educação, ao propor diversas atividades de aprendizagem, não formais e informais, com o propósito de alcançar esse objetivo.

OBJETIVOS

De um modo geral, o NSB pretendeu desenvolver ferramentas digitais inovadoras e práticas baseadas na metodologia STEM/STEAM, maioritariamente de natureza não formal, que permitissem realizar com sucesso o processo de transferência de conhecimentos e a aquisição de aprendizagens essenciais. Simultaneamente, visou também reconhecer as competências dos profissionais de EFP (adquiridas através da aprendizagem não formal e informal), reduzir o número de jovens NEET e melhorar as competências digitais e pedagógicas dos professores e formadores de EFP para que possam ser promotores e agentes de mudança junto dos jovens e da comunidade envolvente.

Como tal, os principais objetivos do projeto NSB foram:

  1. Determinar o ponto de partida e a motivação dos jovens formandos de EFP com base nos resultados de um questionário de autoavaliação – disponibilizadas numa aplicação digital desenvolvida no projeto;
  2. Aumentar a formação pedagógica, social e digital dos professores/formadores de EFP, definindo o papel do Mentor, propondo atividades de formação e avaliando as competências mínimas necessárias para participar num programa de mentoria através de um livro eletrónico «prático, fácil de ler e operacional»;
  3. Apoiar os mentores, apresentando os passos a dar para a implementação dos Workshops da Escola de verão, definindo a estrutura funcional dos workshops a implementar, as atividades (incluindo experiências virtuais e científicas) a realizar com base em casos práticos de sucesso e respetiva avaliação;
  4. Avaliar e melhorar as ferramentas e metodologias desenvolvidas no projeto através da criação de uma plataforma digital destinada a medir a sua eficácia e usabilidade com base numa análise qualitativa e quantitativa ou nos resultados.

PRINCIPAIS RESULTADOS

Para alcançar estes objetivos, os parceiros da NSB, em colaboração, desenvolveram os seguintes resultados:

  1. Uma aplicação para dispositivos Android e IOS com conteúdos que promovam a motivação dos alunos e permitam uma autoavaliação centrada nas necessidades de competências (cujos resultados quantitativos e qualitativos mostrarão quais os workshops a que os alunos devem assistir para desenvolver essas competências);
  2. Um e-book intitulado “O Papel do Mentor em… 1 minuto!”, com orientações e uma base de dados online para uma avaliação geral e resultados imediatos sobre o papel, responsabilidades, perfil e valor acrescentado de um Mentor na motivação e recuperação da aprendizagem dos alunos;
  3. Um guia digital intitulado “Escola de verão… Manual de implementação e configuração”, contendo experiências científicas virtuais, estudos de caso práticos com recurso a plataformas digitais (cuja aplicabilidade é comprovada por educadores de EFP), atividades e respetiva avaliação;
  4. Uma plataforma para gerir a avaliação da usabilidade dos resultados do projeto, cujos resultados serão analisados de forma quantitativa e qualitativa e apresentados aos Ministérios da Educação, associações e outras instituições relacionadas com o EFP.

Estes resultados melhoraram as competências digitais dos professores/formadores (o que facilita o planeamento e a gestão do processo de formação), melhoraram o processo de aprendizagem dos alunos (com base em práticas não formais e informais), promoveram o bem-estar psicológico de todo o pessoal escolar e da comunidade, melhoraram a satisfação das partes interessadas e dos empregadores, e procuraram diminuir a taxa de abandono escolar e aumento do sucesso académico. 

METODOLOGIA

A metodologia do projeto seguiu uma abordagem estruturada e participativa que combinava atividades de aprendizagem formal, não formal e informal:

– Aprendizagem Baseada em STEAM: Uma metodologia chave utilizada foi a integração da Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (STEAM) no ensino EFP. Esta abordagem teve como objetivo envolver os alunos em experiências práticas de aprendizagem que ligassem a sua formação profissional a aplicações do mundo real.

– Aprendizagem Não Formal e Informal: O projeto colocou uma forte ênfase na aprendizagem não formal e informal. Isto foi conseguido através de workshops, programas de mentoria e do desenvolvimento de ferramentas digitais, como a NSB App, que proporcionou oportunidades de autorregulação e aprendizagem autodirigida.

– Desenvolvimento Colaborativo de Ferramentas: Alunos, professores e mentores estiveram ativamente envolvidos no desenvolvimento e teste das ferramentas digitais, garantindo que estas ferramentas fossem adaptadas às necessidades do público-alvo. Esta metodologia participativa ajudou a aumentar a relevância e a usabilidade das ferramentas.

– Mentoria e Apoio Interpares: O projeto baseou-se fortemente na orientação para apoiar os alunos, especialmente os oriundos de meios desfavorecidos.

O e-Book “The Role of the Mentor” – disponível nos resultados do projeto, no website dedicado –  forneceu orientações para que os mentores orientassem eficazmente os alunos nas suas jornadas de aprendizagem.